Maceió poderia olhar mais para as experiências de gestão que deram certo no interior de Alagoas. A avaliação é do prefeito de Coruripe e presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Marcelo Beltrão, em entrevista ao Fala, Líder (veja aqui), programa apresentado por Edivaldo Junior na CBN Maceió.
Ao falar sobre os resultados da educação em Coruripe e em outros municípios, Marcelo afirmou que a capital nunca demonstrou interesse em conhecer de perto algumas dessas experiências.
“Eu estou no quinto ano e meio de mandato, sou presidente da AMA agora, e nunca vi Maceió se interessar sequer em saber como é que faz para fazer a diferença”, afirmou.
Marcelo citou o desempenho de municípios alagoanos no Ideb e destacou que Coruripe, União dos Palmares e Santana do Mundaú chegaram à nota 10 em avaliações recentes.
Segundo ele, experiências como essas têm atraído gestores de outros estados interessados em conhecer métodos e políticas adotadas no interior de Alagoas. A crítica de Marcelo é que Maceió, apesar de ter uma estrutura administrativa muito maior, não mantém a mesma aproximação com a AMA e com os municípios do interior.
“Engraçado é que Maceió vai visitar outros lugares para pegar experiências e não vê o que tem aqui”, afirmou.
Na avaliação do presidente da AMA, a troca de experiências deveria funcionar em duas mãos. Municípios menores podem aprender com Maceió em áreas como arrecadação e gestão tributária. Ao mesmo tempo, a capital poderia aproveitar políticas bem-sucedidas em educação, saúde, compras públicas e outras áreas desenvolvidas no interior.
Marcelo lembra que Maceió hoje é a única cidade de Alagoas que não integra a Associação dos Municípios Alagoanos. Para ele, o tamanho da capital não elimina a necessidade de cooperação. “Precisa, tanto para colher experiências como também para ensinar o que vem fazendo de bom”, disse.
A avaliação de Marcelo é que a AMA deve funcionar como uma estrutura apartidária de cooperação entre os municípios, com troca de soluções e apoio técnico para melhorar a prestação dos serviços públicos. No caso da educação, ele defende que resultados positivos sejam estudados e replicados. Para Marcelo, muitas vezes a solução não precisa ser buscada fora de Alagoas. Pode estar no município vizinho.
Veja a entrevista:



