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Motta tem cenário mais fácil que Alcolumbre para se reeleger no Congresso


A nova composição do Congresso Nacional eleita no domingo (4/10) indica um cenário mais favorável para Hugo Motta (Republicanos-PB) se reeleger presidente da Câmara do que para Davi Alcolumbre (União-AP) tentar reeleição ao comando do Senado.

O motivo é a composição partidária da Câmara. Mesmo com o PL de Flávio Bolsonaro conquistando a maior bancada, com 121 deputados, a Casa deverá continuar sob o controle dos partidos do Centrão, que, unidos, somam 234 parlamentares.

Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante pronunciamento no Palácio da Alvorada
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Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante pronunciamento no Palácio da Alvorada

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
@vinicius.foto

O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre
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Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Nessa conta do Centrão, entram os 87 deputados eleitos pela federação União Progressista e as 41 cadeiras conquistadas pelo Republicanos de Hugo Motta. O cálculo inclui ainda 43 deputados eleitos pelo PSD, 36 pelo MDB e 27 pelo Podemos.

Todos esses partidos citados apoiaram Motta na eleição ao comando da Câmara, em 2025. O paraibano pode ainda ter o apoio do PT, que elegeu 88 deputados pela federação PT/PCdoB/PV e podem apoiá-lo em 2027 para evitar que a Casa seja presidida por um bolsonarista.

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da Coluna Igor Gadelha

Como a coluna noticiou na segunda-feira (5/10), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), confirmou que “nunca escondeu” a vontade de disputar o cargo. Disse, porém, que, neste momento, está focado no segundo turno da eleição presidencial.

Para se eleger presidente da Câmara, um candidato precisa de votos de ao menos 257 dos 513 deputados federais. Por esse cálculo baseado na nova composição do Congresso, Motta tem potencial de angariar mais de 300 votos, contando com Centrão e a esquerda.

Alcolumbre faz contas

Já Alcolumbre deverá ter mais dificuldade para conseguir apoio majoritário e garantir mais dois anos como chefe do Senado. Isso porque, na Casa Alta do Congresso, haverá uma maioria bolsonarista a partir de fevereiro de 2027, quando os novos eleitos tomam posse.

Só o PL de Flávio passará a ter 28 senadores. Embora o número seja menor que os 41 votos mínimos necessários para eleger um presidente do Senado, o candidato bolsonarista poderá contar com apoio de outras legendas cujos senadores são mais ligados à direita.

É o caso, por exemplo, de Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS), Lahesio Bonfim (Novo-MA), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Evair de Melo (Republicanos-ES), Guilherme Derrite (PP-SP) e Tereza Cristina (PP-MS).

Dessa forma, a direita bolsonarista teria força para tentar disputar o comando da Casa em uma eleição secreta. A aposta é de que, mesmo com apoio de parte do Centrão e da esquerda, Alcolumbre dificilmente conseguiria alcançar a maioria para se reeleger presidente.



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