TRANSTORNOS
Passageiros relatam demora de até uma hora e meia para viajar ao interior
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) fiscalizou o Terminal Rodoviário de Maceió na manhã deste domingo (25), após receber denúncias de falta de transporte intermunicipal para eleitores que precisam viajar ao interior para votar no segundo turno das eleições de 2026. Além da demora no embarque, o órgão recebeu relatos de motoristas que estariam cobrando valores dos passageiros e ameaçando deixá-los no caminho caso o pagamento não fosse feito.
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A promotora de Justiça Micheline Tenório esteve no terminal para verificar as reclamações e acompanhar as medidas adotadas para atender à demanda. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) também acompanhou a situação, com remanejamento de veículos para reforçar as linhas mais procuradas.
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Segundo Micheline Tenório, quando a equipe chegou ao local, a operação já estava mais organizada após contatos entre os responsáveis pelo transporte e as entidades do setor. Apesar disso, ainda não havia veículos extras para atender imediatamente a todos os passageiros.
Entre os destinos citados estavam São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela e Penedo. “Os municípios mais distantes poderiam registrar maior tempo de espera, pois os veículos precisam levar os passageiros, retornar à capital e realizar novas viagens”, disse a promotora.
Veículos remanejados
A diretora de transporte da entidade do setor, Andresa Pedrosa, explicou que todas as linhas estavam operando, mas que a principal dificuldade envolvia as rotas mais longas e os destinos com grande volume de passageiros.
Segundo ela, os veículos precisam respeitar o limite de lotação e não podem transportar passageiros em pé. Por isso, mesmo quando uma van chega à rodoviária, pode não haver assentos disponíveis para todas as pessoas que aguardam na fila.
“Para agilizar o atendimento, veículos de municípios com maior oferta estavam sendo direcionados temporariamente para outras linhas. União dos Palmares, por exemplo, conta com 32 veículos. Parte deles poderia ser remanejada para cidades com maior demanda, como São Miguel dos Campos”, explicou Andresa.
A diretora também informou que outros quatro veículos reservas estavam a caminho para reforçar a operação. Na avaliação dela, a chegada dos carros poderia ajudar a reduzir as filas em cerca de 40 minutos a uma hora, dependendo do fluxo de passageiros e da disponibilidade dos veículos.
Durante a fiscalização, a promotora de Justiça Micheline Tenório orientou a equipe responsável pelo transporte a percorrer as plataformas para informar os passageiros sobre os horários, a previsão de chegada dos veículos e eventuais mudanças nas linhas.
Denúncias de cobranças
Além dos problemas com a oferta de transporte, o MPAL recebeu denúncias de que alguns motoristas estariam cobrando valores dos eleitores e ameaçando deixá-los no caminho caso não pagassem.
“Isso é crime”, afirmou Micheline Tenório. A promotora orientou os passageiros que presenciarem esse tipo de situação a anotar a placa e o número do veículo, informar o destino da viagem e denunciar o caso ao Ministério Público Eleitoral.
A demora também foi relatada por passageiros que aguardavam para seguir ao interior. Maria Meirelles, que pretendia viajar para São Miguel dos Campos, afirmou que esperava havia quase uma hora quando recebeu a informação de que um veículo inicialmente destinado a União dos Palmares faria o trajeto até o município.
Outro passageiro relatou que aguardou cerca de uma hora e meia em um ponto conhecido como Miramar para seguir até União dos Palmares. Sem conseguir embarcar, ele foi até a rodoviária, mas ainda não havia conseguido transporte naquele momento.
A fiscalização busca reduzir os transtornos e garantir que os eleitores consigam chegar aos municípios onde votam. A normalização do serviço depende da chegada dos veículos adicionais e da redução da demanda acumulada no terminal.

