O empresário Elon Musk doou mais de US$ 276 milhões (cerca de R$ 1,38 bilhão, na cotação atual do dólar) desde julho deste ano a grupos republicanos e ao próprio comitê de ação política nos Estados Unidos.
Os recursos serão usados para apoiar candidatos do partido do presidente Donald Trump nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, quando estarão em disputa cadeiras na Câmara dos Representantes e no Senado.
Os valores foram divulgados inicialmente pelo jornal norte-americano The New York Times, em reportagem publicada nesta segunda-feira (12/10).
Segundo o veículo, o montante se refere às contribuições identificadas a partir de informações fornecidas por representantes de Musk e não inclui necessariamente todas as doações feitas pelo empresário, já que parte dos recursos pode ter sido destinada a organizações que não precisam divulgar publicamente a identidade de seus financiadores.
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do Metrópoles
Mesmo assim, com os repasses, Musk se tornou o maior doador individual conhecido das eleições legislativas norte-americanas de 2026.
O bilionário, considerado a pessoa mais rica do mundo, já teria destinado US$ 366 milhões (R$ 1,83 bilhão) a comitês eleitorais federais durante o ciclo eleitoral.
O valor é aproximadamente 26% superior aos US$ 290 milhões (R$ 1,45 bilhão) desembolsados por ele nas eleições de 2024, quando apoiou a eleição de Donald Trump à Presidência e outros candidatos republicanos.
A maior parcela dos recursos recentes foi direcionada ao Senate Leadership Fund, principal supercomitê de ação política que apoia candidatos republicanos ao Senado. A organização recebeu US$ 158 milhões (cerca de R$ 788 milhões) de Musk durante o verão no hemisfério norte.
O empresário também destinou US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 49,9 milhões) ao Lone Star Liberty PAC, comitê que apoia Ken Paxton, candidato republicano ao Senado pelo Texas.
Mobilização
Musk ainda repassou mais de US$ 76 milhões (cerca de R$ 379 milhões) ao America PAC, comitê de ação política criado por ele em 2024. A organização utiliza os recursos para mobilizar eleitores republicanos, especialmente aqueles com menor probabilidade de comparecer às urnas.
Segundo o New York Times, o grupo atua em sete disputas para o Senado e em quase 30 corridas para a Câmara dos Representantes.
As doações indicam a continuidade do envolvimento do empresário no financiamento de campanhas republicanas, apesar de ter sinalizado, em maio de 2025, que pretendia reduzir seus gastos com política. À época, a declaração ocorreu após um desentendimento público com Trump.
Depois de integrar o governo federal e liderar iniciativas de redução de despesas públicas por meio do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), o empresário criticou o principal projeto legislativo doméstico do presidente e chegou a cogitar a criação de um terceiro partido.




