PROTEÇÃO ANIMAL
Manifestação ocorre nesta quinta-feira (29), na Ponta Verde; protetora afirma que academia foi comunicada sobre o caso desde 3 de setembro.
Um novo protesto por justiça pela morte da gata Camila Regina ocorreu nesta quinta-feira (29), em frente à academia Bluefit, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. A mobilização dá continuidade às cobranças pela responsabilização dos envolvidos nas agressões contra o animal, caso que provocou indignação entre moradores e defensores da causa animal.
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A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito e indiciou dois ex-funcionários da academia por maus-tratos contra animal. As investigações apontaram que a gata foi colocada em um saco e agredida. Imagens de câmeras de segurança registraram a violência. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), que deverá avaliar as medidas cabíveis.
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Protetora afirma que avisou academia em setembro
Luciana Amorim, aluna da academia desde o início das atividades, afirma que foi uma das primeiras pessoas a cobrar esclarecimentos sobre o desaparecimento de Camila Regina. Segundo ela, a empresa foi comunicada sobre a situação em 3 de setembro, por meio de notificações encaminhadas à gerente Patrícia e ao telefone administrativo.
Luciana questiona por que a academia não denunciou o caso às autoridades e afirma que a empresa tinha conhecimento das cobranças. Ela também contestou a forma como as imagens foram obtidas, alegando que uma aluna teve acesso às gravações de maneira ilegal.
Segundo o relato, Patrícia ainda respondia pela academia até o dia 15. Luciana sustenta que a empresa não colaborou com a obtenção das imagens e questiona a postura adotada diante das informações sobre o caso.
As declarações são de Luciana Amorim e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade da empresa. Em posicionamento divulgado anteriormente, a Bluefit afirmou que não participou, não autorizou e não teve conhecimento prévio das agressões. A academia declarou ainda que colaborou com a investigação policial e que os dois ex-funcionários foram desligados.
Caso provocou mobilização de protetores
Camila Regina vivia nas imediações da academia e era alimentada diariamente por uma protetora. A gata desapareceu em 29 de agosto. A suspeita de violência levou à busca por informações e ao registro de um boletim de ocorrência.
A conclusão do inquérito e o indiciamento dos dois ex-funcionários ampliaram a mobilização por justiça. O protesto desta quinta-feira busca manter a atenção pública sobre o caso e cobrar a responsabilização dos envolvidos pelas vias legais.
O que diz a academia
A academia Bluefit disse que repudia qualquer tipo de crueldade contra a gata Camila Regina. Disse ainda que os atos contrariam os valores éticos da empresa. (veja nota na íntegra).
NOTA OFICIAL
A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.
A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.
Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.
Direção — Bluefit Maceió

