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Nunes exonera de cargo de chefia servidora investigada por obra que desabou


A servidora Viviane Rodrigues de Palma, responsável pelo documento que atestava a demolição de um prédio que desabou e matou seis pessoas na Penha, zona leste de São Paulo, foi exonerada do cargo de chefia que ocupava na Subprefeitura Penha.

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Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida

Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passariam por uma nova avaliação técnica
Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento
Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso
Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio
Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha
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Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha

Reprodução/ Google Street View

Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida
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Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida

Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passariam por uma nova avaliação técnica
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Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passariam por uma nova avaliação técnica

Reprodução / Viva Abc

Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento
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Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles

Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso
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Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso

Leonardo Amaro / Metrópoles

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio
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Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio

Divulgação/ Corpo de Bombeiros

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (22/9) e tem efeito retroativo, já que vale desde 14 de setembro, data em que a arquiteta foi afastada das atividades pela Controladoria Geral do Município (CGM).

Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), Viviane deixa apenas o cargo de chefe de Unidade I da Unidade Técnica de Aprovação de Projetos da Subprefeitura, mas segue como servidora municipal. O procedimento instaurado pela CGM para apurar a queda da construção na Rua Tequici, na Penha, permanece em andamento.

Na última semana, o órgão estendeu de 30 para 120 dias o afastamento da servidora de suas funções administrativas. Dois dias antes, o procurador-geral do município, Daniel Falcão, disse, em coletiva de imprensa, que ela não poderia continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar as investigações.

Segundo a prefeitura, em fevereiro de 2024, Viviane Rodrigues de Palma afirmou, em documento, que a demolição daquela construção havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.

Na madrugada do último dia 12 de setembro, a construção desabou sobre uma casa e deixou seis vítimas, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas — um homem adulto uma criança — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

Além dessa investigação, Viviane também é alvo de um inquérito administrativo na Prefeitura de São Paulo que apura um suposto enriquecimento ilícito.

A apuração teve início com uma sindicância patrimonial em 2020 e deu origem ao inquérito, instaurado pela Corregedoria em maio do ano passado. O documento também fala em “eventuais atos de improbidade administrativa”.

Em 2022, Viviane chegou a ser suspensa por 15 dias do cargo na Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura Penha.

Segundo a prefeitura, o inquérito administrativo está em fase final de instrução, com análise dos documentos apresentados pela defesa.

Procurada pelo Metrópoles, a defesa da servidora ainda não respondeu. O espaço segue aberto em caso de eventual manifestação.

Desabamento de prédio

  • Um prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, por volta das 2h do dia 12 de setembro.
  • Seis pessoas morreram, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos, foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.
  • A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Em 2021, a Prefeitura entrou na Justiça para impedir que a construção avançasse.
  • A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. Nunes afirmou que os responsáveis pela obra são pai e filho e que o filho também atuava como engenheiro responsável tecnicamente pela construção.
  • O pai, Ronaldo Vivacqua, foi preso temporariamente no dia 13 de setembro. Cristiano Vivacqua, filho dele, e Ísis Brandão, proprietária formal da empresa, seguem foragidos.
  • A servidora Viviane Rodrigues de Palma, responsável pelo documento que atestava a demolição do prédio, foi afastada das funções administrativas pela Controladoria Geral do Município (CGM).
  • Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que os quatro envolvidos podem ser indiciados por homicídio com dolo eventual.



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