O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: José Cruz / Agência Brasil
Partidos de oposição, como PL e Novo, ainda discutem quem lançar para disputar a Presidência da Câmara, em 2027, que até agora só tem Hugo Motta (Rep-PB) com candidatura na rua. O Novo já decidiu que terá nome próprio, como sempre faz. A sigla diz defender a independência do Legislativo e não deve se alinhar a outros partidos, menos ainda endossar o nome de Motta. Com 10 deputados eleitos, o candidato não deve ser competitivo e servirá mais para Novo marcar posição.
Pra que lado
Os liberais marcaram para esta quarta-feira (11) reunião para decidir o que fazer. Na mesa: lançar candidatura ou, ainda, apoiar Motta.
Vai ou racha
O PL se dividiu na ala ideológica, que quer candidatura própria, e pragmática, de Valdemar Costa Neto, que fala em se aliar a Hugo Motta.
Nomes na lista
No PL, os cotados em alta são: Sóstenes Cavalcante (RJ), Altineu Côrtes (RJ), Zé Trovão (SC) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP).
Boicote petista
O PT fechou apoio à reeleição de Motta e trabalha diuturnamente para manter o PL fora do bloco, da Mesa Diretora e sem boas comissões.
Arthur Lira (PP-AL) (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Lira não quer presidência do Senado, quer a CCJ
Ainda não será desta vez que o senador eleito Arthur Lira (AL) tentará a presidência do Senado, apesar da sua liderança no PP e demais partidos de centro, o Centrão. “Ele sabe esperar”, lembra experiente assessor, “não é do tipo que entra no ônibus e já senta na cadeira da frente”, referindo-se aos passos que ele deu até a presidência da Câmara. Lira acha que há uma passagem necessária pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de aspirar o cargo máximo.
Aceno de Tereza
Lira passou a ser ventilado após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) procurar ouvi-lo sobre a sucessão no Senado, no início de fevereiro.
Paciência de Jó
Lira abriu mão duas vezes de presidir a Câmara. Cedeu a vez a Rodrigo Maia e foi passado para trás no acordo de apoio na eleição seguinte.
O pior pesadelo
O temor do PL e Alcolumbre é ver o pragmatismo de Lira, experiente em negociações com Lula, a serviço do projeto de Tereza Cristina.
Mais detalhes
Domingos Neto (PSD-CE) apresenta nesta segunda-feira (9), na Associação Comercial de São Paulo, detalhes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Distrital Misto. O deputado é relator da PEC.
Veto eleitoreiro
É mentira associar consumo de alimentos à proibição das bets. Dados da Associação Brasileira de Supermercados mostram que o indicador avançou em 2025, quando comparado com 2024, antes do veto de Lula.
Mau agouro
Sem revelar quem vai chefiar o Ministério da Fazenda no Lula 4, o petista dá péssimos sinais. Ao ouvir economistas no Alvorada, semana passada, Lula convidou – para desespero do mercado financeiro – Guido Mantega, protagonista do desastre econômico do governo de Dilma Rousseff.
Gastança sem freio
Após 46 meses de governo, Lula fala quer economia “arrumada” para atrair investimentos. Só os juros da dívida pública consumiram R$1,2 trilhão em 12 meses até setembro, segundo o Banco Central.
Só subindo
A dívida pública chegou a R$11,1 trilhões sob Lula, ou 82,9% do PIB. Quando assumiu, em 2023, estava em 71,7%. Agora, o petista diz que ninguém investe em economia “totalmente desordenada”.
Sem rachar
Senadores do PL se empenham em evitar candidaturas múltiplas na disputa pela Presidência do Senado. O partido quer que seja Rogério Marinho (PL-RN) o candidato oficial opositor ao nome alinhado a Lula.
O print é eterno
O Ministério da Cultura não aguentou a pressão e apagou publicação com garotas se requebrando no funk para celebrar 25 mil inscrições na Lei Rouanet. As posições “provocativas” geraram saraivada de críticas.
Começo do fim
Deve sair amanhã (9) o decreto que vai regulamentar o fim da escala de trabalho 6×1. O texto vai trazer a organização das jornadas com garantia de pelo menos oito folgas por mês aos trabalhadores.
Pergunta no Planalto
Importa mesmo quem Lula nomeará ministro da Fazenda sem autonomia para fazer o que deve ser feito?




