A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) terminou na terça-feira (15/9), mas seus ecos continuam a dominar a Corte.
Na manhã desta quinta-feira (17/9), Gilmar Mendes voltou às redes sociais para defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e atacar André Mendonça. O decano repetiu parte das críticas feitas no plenário, mas elevou o tom.
“Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, escreveu Gilmar, ao acusar Mendonça de tentar obter dividendos políticos com a divulgação de informações do caso Master.
A resposta veio pouco depois, em nota oficial do gabinete de André Mendonça. O ministro afirmou que a retirada ampla do sigilo havia sido defendida por quem agora criticava a publicidade dos autos e acusou Gilmar de tentar constranger os colegas.
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do Metrópoles
Mendonça disse ainda que jamais ameaçou ninguém com “execração pública” e acusou o decano de transformar o plenário em “palanque ou picadeiro”, com “truculência” e “ilações vazias”.
O novo embate mostra que o pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o julgamento, mas não conteve a crise.
A sessão continua fora do plenário, agora por meio de postagens nas redes sociais e notas oficiais dos gabinetes.
Nos bastidores, ministros estão cada vez mais céticos sobre a possibilidade de o Supremo deixar de sequestrar a eleição presidencial de 2026.
A avaliação é de que, enquanto a Corte não responder às dúvidas levantadas pelo caso Master e não conseguir reduzir o conflito interno, o STF continuará no centro da disputa eleitoral.
Dois dias depois, os ministros ainda discutem os mesmos fatos, repetem as acusações e aumentam o tom. São os ecos de uma sessão que terminou no calendário, mas se recusa a acabar.



