A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) preparou um policiamento específico para a área central de Brasília e prevê reforçar a proteção das embaixadas no período pós-eleição, diante da possibilidade de manifestações e reações ao resultado das urnas neste domingo (25/10).
Segundo o coronel Rômulo Palhares, não há alerta nem indicativo de ameaça às representações diplomáticas. As medidas fazem parte do planejamento preventivo para os dias seguintes à votação.
“O resultado dessa eleição, sobretudo quando se leva em consideração o cenário claramente polarizado, pode despertar paixões no eleitor, por isso temos planos de contingência para poder atuar na área central e potencializar a proteção das áreas das embaixadas”, declarou.
Efetivo nas ruas
Para o período de votação de 8h às 17h, a PMDF prevê empregar cerca de 5 mil policiais militares na segurança eleitoral do Distrito Federal. De acordo com Palhares, o efetivo é equivalente ao utilizado no primeiro turno e será destinado exclusivamente à proteção do pleito, sem prejuízo do policiamento regular nas demais regiões do DF.
A operação contará ainda com viaturas exclusivas para os locais de votação e policiais vinculados aos pontos onde os eleitores vão votar.
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do Metrópoles DF
O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) contará com cinco mesas dedicadas ao atendimento e ao despacho de ocorrências eleitorais neste domingo.
Câmeras e reconhecimento facial
A PMDF também vai testar câmeras corporais nos uniformes dos policiais e câmeras veiculares durante o segundo turno. Os equipamentos permitem geolocalizar os agentes, acompanhar ocorrências em tempo real e realizar reconhecimento facial. As câmeras instaladas nos veículos também fazem a leitura de placas.
“São tecnologias que permitem geolocalizar, georreferenciar o nosso policial militar e permitem também que a gente acompanhe em tempo real, se assim for necessário, qualquer tipo de ocorrência”, explicou Palhares.
Os dispositivos serão utilizados em conjunto com drones e com o sistema DF 360, que reúne recursos de monitoramento. Segundo o coronel, a integração das tecnologias pode auxiliar na prevenção de crimes e na atuação policial diante de eventuais ocorrências.
Segurança das urnas
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), juíza Marília Guedes, afirmou que o monitoramento por câmeras já auxiliou na apuração de irregularidades registradas no primeiro turno. Segundo ela, imagens do sistema DF 360 relacionadas a derramamentos de material de campanha foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral para análise.
“O DF360 já é um recurso que está sendo empregado, tanto que as imagens das derramas, algumas derramas que ocorreram no primeiro turno, já foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e lá será dado o tratamento jurídico adequado, se identificado de fato o autor dos fatos”, afirmou.
A magistrada também explicou que a segurança das urnas eletrônicas envolve uma cadeia de custódia desde a saída do galpão do TRE-DF até a entrega nas escolas onde ocorrerá a votação. O transporte conta com a participação dos Correios, da Polícia Judicial e dos responsáveis pelos locais de votação, enquanto a PMDF realiza o monitoramento das unidades.
“Para cada rota de urna tem uma dupla de policiais judiciais dos tribunais da União no Distrito Federal e temos também o monitoramento da Polícia Militar”, disse Guedes.
A presidente do TRE-DF destacou ainda que as câmeras corporais e veiculares podem ajudar na coleta de provas em caso de crimes e na identificação de pessoas. Segundo ela, o objetivo das medidas é garantir que os eleitores possam votar livremente e sem constrangimentos.



