A Polícia Civil do Estado de Alagoas confirmou nesta segunda-feira, 27, que já está investigando o espancamento brutal motivado pela rivalidade entre torcidas organizadas, ocorrido no bairro Graciliano Ramos, em Maceió. O episódio teria sido motivado por uma revanche decorrente de um ataque anterior promovido por uma facção rival. “Num primeiro momento, a investigação chegou…
A Polícia Civil do Estado de Alagoas confirmou nesta segunda-feira, 27, que já está investigando o espancamento brutal motivado pela rivalidade entre torcidas organizadas, ocorrido no bairro Graciliano Ramos, em Maceió. O episódio teria sido motivado por uma revanche decorrente de um ataque anterior promovido por uma facção rival.
“Num primeiro momento, a investigação chegou ao conhecimento de que houve um ataque da torcida rival do clube CSA. E aí, essa principal torcida do clube CSA teria feito uma revanche, uma revirada desse ataque, a um dos indivíduos que teria se desgarrado da torcida do CRB. E teria sido essa a motivação. Porém, isso é ainda um estágio inicial. Faremos ainda a apuração dessas circunstâncias e também da autoria, para juntar com a materialidade e apresentar essa responsabilização criminal junto ao Poder Judiciário alagoano.”, explicou o delegado Bruno Tavares, em entrevista à TVPajuçara.
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As equipes de investigação analisam imagens gravadas por populares e cruzam dados com cadastros oficiais fornecidos pelas próprias torcidas organizadas ao Ministério Público para realizar o reconhecimento facial dos envolvidos e localizar a vítima, que pode estar internada em estado grave em uma unidade de saúde.
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“As investigações ainda estão em caráter preliminar. A Polícia Civil teve acesso a essas informações a partir de todo o material que foi veiculado nas redes sociais já no domingo e também pelo relatório preliminar de atendimento de ocorrência pela Polícia Militar. Porém, o principal insumo, que subsidia qualquer investigação de crimes dessa natureza, que é obter declarações da vítima ou boletim de ocorrência, ele não foi registrado. A Polícia Civil está em diligência para conseguir localizar a vítima e fazer o registro desse termo. Ela provavelmente está hospitalizada. E a partir daí a gente vai proceder a apuração tanto das circunstâncias quanto também da autoria”, continuou o investigador.
Além do enquadramento individual dos criminosos por lesão corporal grave ou até tentativa de homicídio — cujas penas podem ultrapassar 10 anos de reclusão —, a Polícia Civil confirmou que solicitará o afastamento das torcidas organizadas envolvidas dos estádios e de seus arredores por um período de até 5 anos.
“A Polícia Civil conta com um leque de insumos que vão propiciar a identificação desses indivíduos. Todas as torcidas organizadas, no início da temporada, apresentam ao Ministério Público, à Polícia Militar e à Polícia Civil o cadastro de seus torcedores. É uma parte do Termo de Ajustamento de Conducta que é feito. Esse cadastro é só um dos elementos que a gente tem acesso. Vamos também confrontar essas imagens com o nosso banco de dados para fazer o reconhecimento visual dessas faces, além das provas testemunhais que serão coletadas ao longo da investigação.”
“A gente destaca que todo crime cometido por torcida organizada tem uma responsabilização tanto individual dos perpetradores da conduta violenta quanto também da instituição torcida organizada, aquele CNPJ que está cadastrado. Então, uma vez identificada a participação dessa torcida em ato criminoso como este, vamos representar junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para um afastamento de até 5 anos da presença dessa torcida no estádio e nos seus entornos, de modo que esses indivíduos não voltem a figurar em ações criminosas na nossa cidade, bem como a responsabilização individual.”, concluiu.
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