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Por que os sinos dobram por Flávio e por setores da cobertura política


DELINQUÊNCIA NÃO É FIRMEZA
Chamar de “duro” o discurso de Javierf Milei contra Lula e Alexandre de Moraes, como faz parte da imprensa, evidencia perda de parâmetro. Trata-se de agressão inédita e inaceitável do chefe de Estado de um país estrangeiro com o qual o Brasil mantém relações regulares. Condescender com o absurdo ou minimizá-lo faz do trumpismo um padrão aceitável das relações internacionais. É aceitável?
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RELAÇÕES BRASIL-ARGENTINA
O Itamaraty convocou o embaixador da Argentina para prestar esclarecimentos. É um movimento próprio da diplomacia para demonstrar insatisfação. Esclarecer o quê? O passo seguinte é chamar para consulta o próprio embaixador, o que me parece inevitável. Como está, não pode ficar.

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MILEI: DELINQUENTE FORA DO CONTROLE
Milei é mero esbirro do governo Trump contra o Brasil. Depois da agressão contra Lula e Moraes, neste sábado, lançou, neste domingo, teoria conspiratória segundo a qual Brasil, México e democratas norte-americanos estariam a financiar uma campanha internacional contra a Argentina… Seria com que propósito? O delinquente está saindo do controle. Mais um pouco e vai acusar os brasileiros de não terem torcido para a Argentina na final da Copa.

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LULA NO WASHINGTON POST
Impecável o artigo do presidente Lula publicado neste domingo no “Washington Post”. Evidencia, de maneira irrespondível, que não há razão para a aplicação das tarifas; demonstra ser uma escolha contraproducente também para os Estados Unidos; lembra que o Brasil dispõe de leis para aplicar a reciprocidade se necessário e aponta que o governo Trump emprestou inflexão política ao tarifaço, mas deixa claro que a disposição é negociar.
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BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR?
A alta rejeição a Lula e a Flávio (maior) tem levado alguns analistas à beira de afirmar que brasileiro não sabe votar. Logo alguém vai sugerir que se suprima o direito ao voto em nome do bem do Brasil… Ninguém é mais delinquente do que pedações da elite brasileira quando decidem ser… delinquentes.
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AMADO CAIADO
Ronaldo Caiado disse em Convenção do PSD que a eleição no Brasil se dá entre rejeitados. No primeiro turno, ele próprio é amado por…4%.

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OPÇÃO IMORAL?
Caiado tenta a todo custo ser o candidato nem-nem, essa fantasia absurda, filha dileta da tese da polarização, picaretagem teórica que mesmeriza a [falta de] inteligência da análise política. Ocorre que, de verdade mesmo, ele se opõe a Lula. E não é uma oposição a programas. Limita-se à desqualificação e ao antipetismo rombudo. É só embate ideológico sem substância. Quando se refere a Flávio, limita-se a pespegar alguns apelidos e a proclamar a sua própria autoridade moral, o que o adversário de direita não teria. Logo, caso apoie o candidato do PL no segundo turno, fará uma escolha imoral.

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do Metrópoles

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POR QUEM OS SINOS DOBRAM
Sem, até agora, aliança com partidos de direita, Flávio exibe o apoio de Milei — que atacou Lula e Alexandre de Moraes no sábado e o Brasil inteiro no domingo —; do carniceiro Benyamin Netanyahu e, claro!, de Donald Trump, que queria despachar dois interventores para, como afirmou Lula, meter o nariz nas nossas eleições. Também é o candidato que enviou um documento de 84 páginas aos EUA prometendo a rendição completa da economia brasileira à norte-americana; que prometeu a Marco Rubio colocar a equipe de transição de seu “governo”, se eleito, a serviço de Washington e que pretende compensar os cartões de crédito pelas “malvadezas” do nosso Pix. E setores da cobertura jornalística continuam a falar na “nefasta polarização”, como se houvesse um empate de equívocos. Por quem os sinos dobram? Por Flávio, certamente, mas também por esse tipo de “análise política” — que poderia estar sendo manipulada num laboratório de análises clínicas.



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