A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), prendeu na manhã desta sexta-feira (21/8) um homem de 23 anos investigado por violência sexual praticada contra uma adolescente em ambiente virtual. A prisão preventiva foi efetuada no município de Florianópolis (SC), onde o suspeito residia.
Segundo o delegado da PCPR responsável pelo caso, André Dzindzik, o investigado utilizou perfis falsos e adotou uma identidade feminina para se aproximar da vítima e conquistar sua confiança. A adolescente é moradora do estado do Paraná. O primeiro contato ocorreu por meio de uma rede social e, posteriormente, migrou para aplicativos de mensagens de texto e voz.
Conforme apurado no inquérito policial, após convencer a adolescente a enviar imagens íntimas, o investigado passou a extorqui-la. Ele ameaçava divulgar o conteúdo para familiares e conhecidos caso a jovem não mantivesse os contatos e interações de natureza sexual. Mesmo após ter sido bloqueado, o homem persistiu em criar novas contas para intimidar a vítima e seus parentes.
Preservação imediata
A investigação teve início após a família da vítima procurar a PCPR e entregar voluntariamente o aparelho celular da adolescente. A preservação imediata dos vestígios digitais permitiu que a equipe de perícia e inteligência reunisse provas fundamentais sobre os acessos e contatos efetuados pelo agressor.
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do Metrópoles
Com a devida autorização judicial, os investigadores obtiveram quebras de sigilo de registros de plataformas digitais, operadoras de telefonia e provedores de conexão à internet. O cruzamento técnico dessas informações permitiu desmascarar o anonimato e relacionar com precisão os perfis falsos aos dados pessoais e ao endereço do jovem em Florianópolis.
Com os elementos comprobatórios reunidos, o Judiciário expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a ação policial na residência do suspeito, foram apreendidos computadores e celulares que passarão por extração e perícia técnica.
Acervo intrigante
No local, os agentes também encontraram um acervo intrigante: diversos ursos de pelúcia, pares de meias com estampas infantis, máscaras e um equipamento de airsoft semelhante a uma arma de fogo real. Todos os objetos foram apreendidos e integrados aos autos do processo.
Em tese, são apurados crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente relacionados à produção, transmissão e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo adolescente, além de possíveis crimes previstos no Código Penal. A tipificação definitiva dependerá da conclusão das investigações e da análise das autoridades competentes, conforme completou o delegado André Dzindzik.
Após o cumprimento das ordens judiciais e a realização dos procedimentos cartorários necessários, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.


