Kiyomi Nakamura caiu nas graças de Carlo Ancelotti — Foto: rep/ instagram
Quem vem acompanhando as coletivas de imprensa da seleção brasileira já notou que, entre os jornalistas, em sua maioria homens, há uma voz que chama atenção a cada pergunta que faz ao elenco. Mas é nas interações com Carlo Ancelotti, técnico do time, que Kiyomi Nakamura se destaca. A japonesa ganhou a simpatia do “mister”,…
Quem vem acompanhando as coletivas de imprensa da seleção brasileira já notou que, entre os jornalistas, em sua maioria homens, há uma voz que chama atenção a cada pergunta que faz ao elenco. Mas é nas interações com Carlo Ancelotti, técnico do time, que Kiyomi Nakamura se destaca.
A japonesa ganhou a simpatia do “mister”, que sempre faz uma brincadeirinha com ela, tentando falar no melhor português que consegue, daquele jeito meio “ítalo/portenho”. O elenco também caiu de amores pela forma doce e apaixonada com a qual a repórter se refere ao futebol canarinho.
A paixão entre Kiyomi e o Brasil começou há 28 anos, quando ela assistiu a Zico jogando pelo Kashima Antlers entre 1991 e 1994.
“Como todo mudo sabe, Zico é o ‘Deus do futebol’ no Japão. Quando ele assumiu como coordenador técnico da seleção brasileira em 1998, eu fiz um projeto para televisão, editoras e revistas para fazer a cobertura. Uma editora e a TV acreditaram no meu projeto e passei a cobrir a seleção brasileira focando mais no Zico, mas não deixando o time de lado. Acompanhei desde a preparação na Granja Comary até a final”, contou ela, numa entrevista ao portal Terra, na Copa do Catar.
Alguns poderiam considerá-la pé-frio. Afinal, em sua primeira “convocação”, a seleção brasileira perdeu a taça para a França. Encantada com tudo o que viu, a jornalista decidiu que iria aprender a falar português.
Conseguiu. Tanto que hoje é seu português, pronunciado de forma bem devagar e cercado de simpatia, que fez a torcida adotá-la. Nas fedes sociais, são muitos os elogios e carinho que recebe:
“Chamaria ela para uma resenha lá em casa no pré-Copa…”, “Mais torcedora que muitos outros jornalistas que são brasileiros natos”, “Sabe o hino melhor que o Belo e a Alcione”, “Muito simpática, educada e muito carismática “, “Ela é um amor de pessoa”, “Essa mulher tem um carisma incrível, muito gente boa, e excelente profissional!”, “Podemos fazer dela a jornalista oficial da seleção? Ela tem a atenção absoluta do técnico!”.
Kiyomi assistiu à seleção a ser pentacampeã na Coreia, esperou que fosse hexa no Brasil, mas não deu, e agora se prepara para cobrir sua oitava Copa do Mundo. Quem sabe ela não nos dê sorte nos EUA?!.
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