SINCERÃO
Lutador brasileiro enfrenta o australiano Tom Nolan neste sábado (31)
Renato Moicano sabe que vive uma fase diferente dentro do UFC. Longe da disputa imediata pelo cinturão dos leves, o brasileiro passou a ocupar um papel recorrente entre os veteranos da categoria: o de “porteiro”. O termo é usado para definir lutadores experientes e de alto nível que servem como um teste para quem está tentando subir no ranking da divisão.
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Antes de derrotar Chris Duncan, em abril, Moicano falou ao Lance! sobre essa condição e reconheceu que já se enxerga como um “porteiro” do UFC. Para ele, a organização costuma colocar atletas em ascensão diante de nomes mais experientes para descobrir se eles realmente estão prontos para dar o próximo passo.
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— Eu já sou um porteiro. Eu já fui um porteiro, só não deixei um filha da p@ entrar e ele só ficou na portaria. Mas eu tenho certeza de que uma hora ou outra vão fazer de novo. É o que fazem. Com certeza, independentemente de quem seja, quando você começar a ficar velho, quando você começar a perder… Eles não respeitam ninguém.
Moicano também citou dois nomes que, na visão dele, passaram a exercer esse papel ao longo da carreira. O brasileiro lembrou de Nate Diaz e Tony Ferguson como exemplos de veteranos que, depois de disputarem o topo do UFC, passaram a servir como testes para outros lutadores da divisão.
— Você vê, por exemplo, o Nate Diaz, que era um cara muito famoso, ganhou do McGregor, tinha uma aura, uma sentida. E colocaram ele para lutar com o Chimaev na última luta do contrato. Ele acabou que deu sorte, que a luta caiu no dia, e ele lutou com o Tony Ferguson. Tony Ferguson é um outro exemplo de porteiro.
O que é ser “porteiro” no UFC?
No MMA, o termo “porteiro” não significa que o atleta tenha deixado de ser competitivo. Pelo contrário. O conceito é utilizado para definir lutadores que permanecem em alto nível, mas já não são vistos como candidatos prioritários ao cinturão. Por isso, acabam servindo como uma espécie de teste para nomes em ascensão.
A lógica é simples: quem está chegando precisa passar por um adversário experiente antes de ganhar uma oportunidade maior. Uma vitória pode colocar o novo nome em uma posição de destaque na categoria. Já uma derrota mostra que o lutador ainda precisa de mais experiência antes de enfrentar os principais atletas da divisão.
Por que o brasileiro virou um “porteiro”?
Renato Moicano se encaixa nesse perfil, principalmente pelo momento da carreira. Aos 37 anos, o brasileiro já enfrentou alguns dos principais nomes dos leves e chegou a ocupar posições de destaque no ranking, além de disputar o cinturão – contra Islam Makhachev. Atualmente, porém, sua função dentro da divisão é diferente. Ele segue competitivo e perigoso, mas precisa construir uma nova sequência de vitórias para voltar à disputa pelo título.
A próxima oportunidade vem contra Tom Nolan. O australiano chega ao confronto em ascensão, com cinco vitórias consecutivas no UFC, e terá justamente um dos veteranos mais conhecidos da categoria pela frente. Para Moicano, a luta representa mais uma chance de mostrar que ainda pode impedir a passagem de quem tenta ocupar seu espaço entre os melhores.




