A notícia de que um cão ou gato precisa passar por uma amputação costuma ser um choque avassalador para os tutores. No entanto, a prática clínica mostra que os animais dão uma verdadeira lição de resiliência e se adaptam à nova realidade muito mais rápido do que os humanos imaginam.
Segundo especialistas, como os pets não têm o fator psicológico ou estético, eles focam apenas em se recuperar, superando o sumiço de um membro em poucos dias se receberem o suporte correto em casa. A velocidade da recuperação depende do porte do animal, do membro afetado e da preparação correta do ambiente doméstico.


O pet traz alegria ao lar
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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor
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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais
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Pós-operatório e primeiros cuidados
As primeiras 48 a 72 horas após o procedimento cirúrgico exigem atenção redobrada no lar do animalzinho. Como o pet enfrentará dificuldades iniciais para encontrar seu novo equilíbrio, o tutor deve preparar um espaço acolchoado e confortável.
O uso de pisos antiderrapantes é fundamental para evitar quedas nessa fase. Além disso, o manejo de medicamentos e a limpeza diária seguem o padrão de uma cirurgia comum, embora o tipo de procedimento seja mais complexo.
De acordo com a veterinária cirurgiã e ortopedista Iamylle Carmo, nos primeiros momentos, os tutores sempre levam um baque e ficam assustados, mas ela pondera que “a maioria dos problemas de adaptação, entendimento e aceitação vem mais do humano do que dos próprios pets”.
“Às vezes a amputação ocorre por indicação médica. O membro afetado por um câncer, por exemplo, costuma trazer um alívio imediato nas dores crônicas que o animal sentia antes de operar.”
A professora pontua que, quando ocorre a retirada de um membro nessas situações, para o pet “é uma sensação de conforto muito grande”. Com cerca de 15 dias, na data de retirar os pontos, a maioria dos pacientes já está conseguindo ficar em pé e caminhar bem.

Reabilitação e fisioterapia
A fisioterapia desempenha um papel indispensável na recuperação do pet. Assim que o paciente sai da cirurgia de amputação, ela pode ser iniciada de forma passiva, com o uso de laser e ultrassom para regeneração dos tecidos e controle da inflamação.
Na sequência, o trabalho parte para a reabilitação ativa. Essa etapa ajuda o animal a reconhecer o próprio corpo e a reaprender a se locomover. O tratamento domiciliar tem facilitado muito o processo, principalmente para cães de grande porte cujo transporte é difícil.
Embora nem todos os animais necessitem obrigatoriamente do acompanhamento profissional para voltar a andar, a ortopedista reforça que todos eles se beneficiam muito das terapias.
O uso de próteses ou cadeiras de rodas também não é uma regra geral. A maioria deles consegue viver de forma saudável, ativa e com muita independência sem esses acessórios.


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Qualidade de vida a longo prazo
O prognóstico e o futuro do pet dependem diretamente da causa que levou à cirurgia, sendo os casos oncológicos mais delicados pelo risco de metástases. Para pacientes que passaram pela amputação devido a traumas, a expectativa de vida é excelente.
Porém, como o peso do corpo precisa ser redistribuído nos membros restantes, o animal pode sofrer sobrecarga na coluna ou apresentar artrose precoce a longo prazo. Para prevenir esses problemas, o controle rigoroso do peso se torna uma questão vital.
“Mudanças simples na rotina ajudam muito. Impedir que o pet use escadas, suba em móveis altos ou faça corridas bruscas no dia a dia garante o bem-estar necessário para que ele viva sem dores”, diz a veterinária.
Para os tutores que enfrentam esse momento difícil e temem pelo futuro do companheiro, a veterinária deixa uma mensagem de otimismo sobre o potencial de superação dos animais: “Eles merecem uma segunda chance, a gente não pode desistir deles, assim, tão facilmente. A gente precisa dar essa oportunidade para que eles consigam se superar”




