Dois seguranças que estavam no local onde a cirurgiã-dentista Giulia Falcão, de 27 anos, foi agredida pelo marido, o empresário Ivo Kos, de 48, na madrugada de sábado (15/8), em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, passaram a ser investigados pela Polícia Civil. Giulia afirma ter pedido ajuda aos profissionais durante as agressões e acusa ambos por não prestar socorro.
Em nota enviada nesta quarta-feira (19/8), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a atuação dos profissionais é investigada pelo 15º Distrito Policial (Itaim Bibi), responsável por esclarecer o que aconteceu durante as agressões e se houve alguma irregularidade na conduta deles.
Giulia afirma que um dos seguranças presenciou as agressões e, depois, ajudou Ivo Kos a levá-la, já ferida, para dentro da residência onde o casal morava. Até então, porém, o profissional não havia sido ouvido pela Polícia Civil nem era investigado pela atuação no episódio.


Ivo Kos é um executivo do mercado financeiro. Ele foi preso em flagrante
Reprodução / Redes sociais

Ivo Kos é um executivo do mercado financeiro. Ele foi preso em flagrante
@ivo.kos/Instagram/Reprodução

Giullia Kos acusa o marido, Ivo Kos, de agredi-la
@dragiufalcaokos/Instagram/Reprodução

Giullia Kos expôs a agressão do marido nas redes sociais
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Giullia Kos acusa o marido, Ivo Kos, de agredi-la
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Giullia Kos acusa o marido, Ivo Kos, de agredi-la
Reprodução / Redes sociais

Giullia Kos acusa o marido, Ivo Kos, de agredi-la
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Agressão com taco de beisebol
Giullia foi agredida pelo marido na noite de sexta-feira (14/8), após os dois voltarem de um jantar. Segundo o relato prestado à polícia, o casal discutiu ainda dentro do carro, e Ivo teria dado socos na esposa. A dentista afirmou que reagiu para se defender. Ao chegarem à rua onde moravam, Giullia disse que se recusou a entrar na residência, mas foi puxada pelo empresário para dentro do imóvel com a ajuda de um segurança da região.
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do Metrópoles SP
Ainda segundo o depoimento, as agressões continuaram dentro da casa. Ivo teria usado um taco de beisebol para golpeá-la na mão, além de ameaçá-la com um taser e tomar seu celular. Giullia afirmou ainda que o marido disse que a mataria caso ela saísse para a rua. Veja:
A dentista passou a madrugada no hospital para tratar os ferimentos no rosto e no corpo, e afirmou que ficou “em estado de choque” após o episódio.
Ivo Kos foi preso em flagrante por violência doméstica e passou por audiência de custódia. Ele permanece detido. À polícia, o empresário negou ter agredido a esposa no carro e apresentou uma versão diferente sobre o início da discussão. Segundo ele, Giullia teria sido a responsável por iniciar as agressões após uma reclamação feita por ele sobre comentários da esposa durante o jantar.
Quem é Ivo Kos
- Ivo Kos é um conhecido empresário do ramo financeiro em São Paulo. O executivo é investidor com mais de 20 anos de experiência no mercado de capitais.
- No ano passado, foi alvo de denúncia de que teria usado indevidamente recursos de fundos de reserva na própria empresa.
- Neste ano, a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que investiga a suposta fraude, emitiu um primeiro parecer que o responsabiliza pelos danos.
Tapa antes do casamento
O episódio de sexta, segundo a dentista, não foi um caso isolado. “Tenho um boletim de ocorrência [por agressão] registrado uma semana antes da minha cerimônia de casamento”, contou Giullia.
Naquele dia, a jovem afirma que Ivo reclamou da forma como ela estava andando e deu um tapa em seu rosto. Em choque, ela registrou o boletim de ocorrência, mas decidiu não seguir com a denúncia e perdoou o então noivo, que se desculpou. Depois do casamento, no entanto, as agressões teriam se repetido, com Ivo sempre pedindo desculpas depois.
“O meu psicológico está muito abalado, foram anos de violência.” Agora, ela afirma que quer seguir com o divórcio.
Empresário réu
Ivo Kos, de 48 anos, tornou-se réu na Justiça após a denúncia contra ele ser aceita nesta terça-feira (18/8). O empresário deverá responder pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça pela agressão à esposa. A Justiça também negou o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar.
A decisão ainda determinou medidas protetivas de urgência para Giullia Falcão. Ivo não pode manter contato com a vítima, nem pessoalmente nem por terceiros, e deve manter distância mínima de 300 metros dela, da residência, do trabalho e dos familiares. A Justiça também autorizou a restituição dos bens pessoais e do veículo da mulher.



