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Sem pagar investidores, Euro Securitizadora é alvo de enxurrada de reclamações e processos judiciais


Sem pagar aos investidores desde junho deste ano, a Euro Securitizadora, do Grupo Euro 17, tem sido alvo de uma enxurrada de reclamações e de processos judiciais. Só no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), quatro ações contra a empresa foram protocoladas nos últimos cinco dias.

No site Reclame Aqui, são mais de 70 queixas. Além dos atrasos, os clientes relatam ausência de informações sobre a situação da empresa, recusas de pedidos de devolução do dinheiro investido e dificuldade para entrar em contato com os responsáveis pela captação dos investimentos.

Com mais de 4 mil investidores, a Euro Securitizadora atrai clientes com a promessa de retorno fixo de 19% ao ano. A empresa trabalha com uma estrutura opaca de emissão de debêntures privadas, sem fiscalização dos órgãos de controle do sistema financeiro — e sem o suporte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A Euro Securitizadora faz parte do Grupo Euro17 que reportou, em julho de 2024, passivo de R$ 741 milhões. A companhia é controlada pelo empresário Ik Cacalvanti Albuquerque e tem como CEO Marcelo Jubayr Carvalho da Silva, que acumula dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais e é presença constante em programas de rádio e TV sobre empreendedorismo e investimentos.

Na sexta-feira (14/8), Marcelo compartilhou no Linkedin trecho de uma palestra que havia concedido em uma faculdade particular sobre “desafios, oportunidades e o futuro do empreendedorismo”. Em poucos minutos, a publicação foi inundada com questionamentos sobre os atrasos dos pagamentos aos investidores.

A coluna procurou a Euro Securitizadora e o Grupo Euro17, mas não obteve retorno. Também tentou contato com Marcelo Carvalho, mas não houve resposta. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.



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