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Serra do Rola-Moça soma 116 chamados aos bombeiros em seis anos


Belo Horizonte – Entre janeiro de 2020 e julho de 2026, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atendeu 116 ocorrências na região da Serra do Rola-Moça, na Grande BH. Pessoas perdidas ou desaparecidas lideram os registros, com 22 chamados, seguidas por resgates em locais de difícil acesso, como matas e penhascos, com 13.

O levantamento também reúne 11 capotamentos, sete operações com apoio aéreo e sete atendimentos a vítimas de queda da própria altura. Somente nos primeiros sete meses de 2026, foram 16 ocorrências na região.

O nome da Serra do Rola-Moça já nasceu de uma tragédia. Conta a história que um casal de recém-casados atravessava a serra a cavalo quando o animal montado pela noiva escorregou à beira de um penhasco. Ela caiu, e o marido, ao tentar salvá-la, também despencou. Os dois morreram no local. O “causo” foi eternizado por Mário de Andrade e, conforme mostrou reportagem do Metrópoles, ajuda a explicar a origem do nome da serra.

Séculos depois, tragédias continuam marcando a serra. Nos últimos seis meses, uma mulher morreu após o carro em que estava cair em uma ribanceira, e outra sobreviveu depois de ser empurrada de um penhasco pelo ex-companheiro.

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Carro capota e mulher morre

A  mais recente tragédia ocorreu na quarta-feira (29/7), quando uma mulher morreu após o carro em que estava cair em uma das ribanceiras do parque.  O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 20h50, e de um drone, as equipes localizaram o veículo em uma área de difícil acesso, nas proximidades do Mirante do Jatobá.

Os militares abriram uma trilha de cerca de 300 a 400 metros para chegar ao automóvel e encontraram a motorista já sem vida. A perícia  foi realizada no local, e as circunstâncias do acidente serão investigadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre as ocorrências atendidas na região, destacam-se acidentes semelhantes. Foram registrados 11 capotamentos de automóveis, além de sete atendimentos de apoio em operações aéreas e sete ocorrências envolvendo vítimas de queda da própria altura.

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Parque Estadual Serra do Roça Moça

Parque Estadual Serra do Roça Moça
Parque Estadual Serra do Roça Moça
Parque Estadual Serra do Rola Moça, em MG
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Parque Estadual Serra do Rola Moça, em MG

Evandro Rodney/ Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais/ Divulgação

Parque Estadual Serra do Roça Moça
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Parque Estadual Serra do Roça Moça

Evandro Rodney/ Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais/ Divulgação

Parque Estadual Serra do Roça Moça
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Parque Estadual Serra do Roça Moça

Evandro Rodney/ Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais/ Divulgação

Parque Estadual Serra do Roça Moça
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Parque Estadual Serra do Roça Moça

Mulher arremessada do penhasco

Em 25 de maio, a Serra do Rola-Moça também foi palco de um dos crimes mais cruéis registrados no estado neste ano. Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi abordada pelo ex-companheiro ao chegar ao trabalho, sequestrada e levada até o parque, onde foi empurrada de um penhasco.

Ela sobreviveu à queda, permaneceu cerca de 24 horas em uma área de mata e foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros no dia seguinte.

Segundo as investigações, Ana Cláudia era perseguida pelo ex-companheiro desde o fim do relacionamento, em fevereiro. No dia do crime, ela foi rendida com uma faca ao chegar ao trabalho, obrigada a entrar no carro e levada até a serra, onde foi estuprada antes de ser lançada da encosta.

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Silvanildo foi preso no dia seguinte, em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e confessou à polícia que empurrou a ex-companheira do penhasco. Em junho, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, por sequestro e cárcere privado, ameaça, roubo, tortura, estupro e tentativa de feminicídio qualificada pela ocultação de cadáver.

Mulher morre em carro capotado; mulher salva na Serra do Rola-Moça
Mulher morre em carro capotado; mulher salva na Serra do Rola-Moça

Acidentes de aventura

De acordo com  os bombeiros, a maioria das ocorrências na Serra do Rola-Moça está ligada a acidentes durante atividades de ecoturismo. “Acidentes em trilhas, trekking, mountain bike, motocross, pessoas que se perdem em trilhas, incêndios em vegetação e esportes radicais, como parapente”, exemplificou o sargento Allan Azevedo, da corporação.

Criado em 27 de setembro de 1994 e com 3.940 hectares de área, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça reúne atrações como o Mirante dos Planetas, o Mirante Três Pedras, a Estrada Velha e a Trilha da Travessia.

De janeiro a julho de 2026, o CBMMG registrou 16 ocorrências. A situação mais comum foi a busca e salvamento de pessoas perdidas ou desaparecidas, com seis atendimentos.



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