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TJSP nega habeas corpus de Marcola e de irmão dele na operação que prendeu Deolane


A Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus feitos pela defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e do irmão dele Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior. Os dois foram alvo da Operação Vernix, realizada no dia 21 de maio e que tem como foco um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) – a influenciadora Deolane Bezerra foi presa durante a mesma operação.

Em nota, a defesa de Marcola afirmou que a decisão é de caráter “estritamente preliminar e provisório, sem qualquer análise definitiva sobre a legalidade das prisões preventivas decretadas”. O advogado Bruno Ferullo Rita afirmou ainda que os dois “já se encontram recolhidos em estabelecimento prisional federal de segurança máxima, com comunicações monitoradas e acesso absolutamente restrito ao ambiente externo” e que essa será uma das circunstâncias analisadas durante o julgamento do habeas corpus.

Os sobrinhos de Marcola, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, também tiveram o pedido de habeas corpus negado.

A Polícia Civil finalizou o relatório final da Operação Vérnix na semana passada e indiciou Deolane, Marcola, e mais cinco suspeitos pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Deolane foi presa no dia 21 de maio, em um condomínio de luxo em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Ela é acusada de receber valores de uma transportadora criada pela facção criminosa e atuar na lavagem de dinheiro do grupo.

Segundo a polícia, a operação apreendeu materiais que produziram novos elementos de informação que “reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais”.

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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reprodução/Globo News

Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Reprodução/Globo News

Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

Instagram/Reprodução

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Reprodução/TV Globo

Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

Arte/Metrópoles

Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

Reprodução/TV Globo

O indiciamento foi encaminhado à Justiça de São Paulo para análise. Entre as medidas requeridas pela investigação estão o sequestro cautelar de veículos localizados durante a operação, a ampliação de bloqueios patrimoniais, a custódia judicial de joias e relógios apreendidos e o compartilhamento de informações com a Polícia Federal (PF) diante da identificação de indícios relacionados a possíveis crimes de natureza tributária.

A polícia ainda analisa os materiais apreendidos durante a ação e acredita que os itens podem levar a novas operações e identificação de outros envolvidos.



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