O porta-aviões USS Lincoln, enviado ao Oriente Médio para apoiar a guerra dos EUA no Irã, vive uma crise após passar mais de 250 dias ininterruptos no mar. Normalmente, a tripulação a bordo fica embarcada por cerca de seis meses (180 dias).
Após surgirem denúncias na mídia norte-americana de problemas de saúde mental entre membros da tripulação, formada por 5 mil homens, e até mesmo o risco de falta de alimentos, os Estados Unidos decidiram enviar o porta-aviões USS George Washington, que estava próximo da Malásia, para fazer a substituição do navio, segundo a CBS News.
No entanto, os Estados Unidos negam que a embarcação esteja sofrendo problemas. “Não é tempo suficiente”, respondeu Donald Trump ao ser questionado sobre as questões.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na quinta-feira (13/8) que os relatos são “completamente distorcidos”. O senador Ruben Gallego rebateu as afirmações de Hegseth. “Estou conversando com uma esposa de militar que está me encaminhando as mensagens de texto do marido dela. Eles estão levando nossos militares ao limite”, disse pelas redes sociais.
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Problemas no USS Lincoln
O USS Lincoln é o quinto porta-aviões da classe Nimitz dos Estados Unidos. A classe é responsável pelos maiores navios de guerra do mundo.
Segundo o Military Times e o Stars & Stripes, os familiares dos militares a bordo teriam afirmado que eles estariam passando por situações que incluem falta de saneamento básico, encanamento quebrado e uma alimentação escassa. Alguns estariam cogitando se jogar ao mar.
O navio, adquirido pela Marinha em 1984, saiu da Califórnia em novembro em direção ao Mar da China Meridional. Mas foi enviado ao Oriente Médio antes dos ataques ao Irã em fevereiro, onde permanece até hoje.


