MESMO COM MEDIDA PROTETIVA
Movimento Por Mulheres Brasil repudiou a violência sofrida pela vítima neste mês, no Tabuleiro do Martins
O caso da influenciadora digital Bárbara Souza, que relatou ter sido arrastada por cerca de 100 metros pelo ex-companheiro, ganhou repercussão após o movimento Por Mulheres Brasil divulgar uma nota de repúdio cobrando proteção efetiva para a vítima e uma resposta urgente das autoridades. Segundo o relato de Bárbara, a violência aconteceu na noite de 9 de outubro, no bairro Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió.
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Na manifestação, a entidade destacou que a influenciadora já possuía uma medida protetiva quando o episódio ocorreu. O movimento cobrou providências das autoridades policiais, do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), incluindo uma avaliação urgente do risco enfrentado pela mulher e a adoção de medidas para evitar novas agressões.
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De acordo com o relato de Bárbara nas redes sociais, o ex-companheiro teria acompanhado seu trajeto de carro, obrigado-a a parar e retirado seu celular após conseguir abrir a porta do veículo. Quando ela correu atrás dele, o homem teria entrado no automóvel e começado a dirigir enquanto a influenciadora ainda segurava a maçaneta.
Bárbara afirmou que acabou sendo arrastada por aproximadamente 100 metros até soltar o objeto e cair. Com o impacto, sofreu um ferimento no queixo e escoriações nos joelhos e nas mãos. Ela também relatou ter ficado inconsciente por alguns segundos.
Após o episódio, a influenciadora seguiu em direção ao Conjunto Graciliano Ramos, também na parte alta da capital, onde encontrou uma viatura da Polícia Civil (PC) em um semáforo. Segundo ela, os policiais a conduziram para os procedimentos relacionados à ocorrência, incluindo o registro policial e o exame de corpo de delito, com acompanhamento de familiares.
Na nota, o Por Mulheres Brasil afirmou que está em contato com Bárbara e recebeu documentação sobre o caso. A entidade também defendeu a investigação rigorosa dos fatos e a responsabilização do suspeito, conforme as provas apuradas.
“Uma ordem judicial de proteção precisa produzir segurança real. Seu descumprimento não pode ser tolerado, e a resposta das instituições deve ser proporcional à gravidade dos fatos e ao risco enfrentado pela vítima”, declarou o movimento.
Ao encerrar o posicionamento, a entidade reforçou a cobrança por medidas concretas para garantir a segurança da influenciadora. “Bárbara já pediu proteção. Agora, as instituições precisam garanti-la”, afirmou.
Confira a nota na íntegra
O Por Mulheres Brasil manifesta seu repúdio à violência sofrida por Bárbara Souza e cobra uma resposta urgente das instituições responsáveis por sua proteção.
Bárbara já tinha uma medida protetiva. Ainda assim, sofreu novas agressões na madrugada de 9 de outubro, em Maceió. Conforme seu depoimento registrado no boletim de ocorrência, foi arrastada por um automóvel por aproximadamente 100 metros e sofreu lesões em diversas partes do corpo. O registro policial inclui descumprimento de medida protetiva, lesão corporal e roubo.
A gravidade do caso exige ação imediata. Cobramos das autoridades policiais, do Ministério Público de Alagoas (@mpealagoas) e do Poder Judiciário (@tjal.oficial) proteção efetiva para Bárbara, avaliação urgente do risco e adoção das medidas cabíveis para impedir novas violências. Cobramos, também, investigação rigorosa e responsabilização do agressor pelos atos comprovados.
Uma ordem judicial de proteção precisa produzir segurança real. Seu descumprimento não pode ser tolerado, e a resposta das instituições deve ser proporcional à gravidade dos fatos e ao risco enfrentado pela vítima.
O Por Mulheres Brasil está em contato com Bárbara e recebeu documentação sobre o caso. Nosso posicionamento é inequívoco: estaremos ao lado dela na cobrança por proteção e justiça.
Neste Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, exigimos que o compromisso público com a vida das mulheres se traduza em providências concretas.
Bárbara já pediu proteção. Agora, as instituições precisam garanti-la.



