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Venezuela libera exploração de gás no país por empresas estrangeiras


O governo da Venezuela deu o aval para três empresas do Reino Unido, Catar e Emirados Árabes Unidos explorarem o gás natural do país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13/8) por autoridades venezuelanas.

As licenças foram concedidas a britânica British Petroleum (BP), e as companhias XRG e UrbaCon Trading & Contracting (UCC) e UAE Team Emirates XRG. Elas vão participar do desenvolvimento da segunda fase de exploração no campo de gás natural de Lorán, localizado na fronteira com Trinidade e Tobago.

O acordo foi assinado no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano localizado na capital Caracas. Além da presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e representantes das companhias estrangeiras, a ministra de Hidrocarbonetos do país, Paula Henao, e o presidente da Petróleo de Venezuela S.A (PDVSA), Héctor Obregón, também participaram do evento.

O campo de Lorán permanece inexplorado há 23 anos. Por isso, Rodríguez classificou o pacto comercial com as empresas estrangeiras como um “passo importante” para transformar a Venezuela em um importante país exportados de gás.

As negociações entre o país caribenho e atores internacionais acontece após a captura do governo de Nicolás Maduro durante uma operação militar dos Estados Unidos, e das mudanças que a queda do líder chavista provocaram na Venezuela.

Depois que assumiu o poder, Delcy Rodríguez se alinhou aos interesses da administração Donald Trump no país — o principal deles, no ramo energético.

Logo após a captura de Maduro, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA manteriam presença na Venezuela por conta das vastas reservas de petróleo do país. Washington, então, passou a se envolver diretamente nas exportações venezuelanas.

Meses depois, o governo interino da nação latino-americana decidiu abrir o setor de petróleo e gás do país, antes sob tutela do Estado.



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