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Homem é condenado a 28 anos de prisão por matar companheira


Ana Cláudia Alves Xavier, 36 anos

O Tribunal do Júri da 5ª Vara Criminal de Arapiraca condenou nesta terça-feira (18) José Aneildo de Melo, de 45 anos, a 28 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo feminicídio de sua companheira, Ana Cláudia Alves Xavier. O júri atendeu integralmente às teses sustentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio do…

O Tribunal do Júri da 5ª Vara Criminal de Arapiraca condenou nesta terça-feira (18) José Aneildo de Melo, de 45 anos, a 28 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo feminicídio de sua companheira, Ana Cláudia Alves Xavier.

O júri atendeu integralmente às teses sustentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio do promotor de Justiça Ivaldo Silva, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Sobre o caso

O crime ocorreu em 18 de agosto de 2024, no povoado Rio dos Bichos, na zona rural de Arapiraca.

Ana Cláudia decidiu encerrar a união estável após flagrar o acusado agredindo fisicamente sua filha adolescente. Indignado com a decisão, o homem atacou a mulher por trás com golpes de faca no rosto enquanto ela conversava ao telefone e, em seguida, desferiu um golpe fatal de enxada em sua cabeça, fugindo do local sem prestar socorro.

O laudo pericial confirmou dez lesões no corpo da vítima e marcas defensivas que comprovaram sua tentativa de resistência.

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Sentença

A decisão do conselho de sentença carrega um forte apelo no combate à violência contra a mulher. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou que o réu pague uma indenização mínima de R$ 20 mil aos familiares da vítima, atendendo a um pedido expresso do MPAL.

“Durante todo o trâmite, a acusação sustentou a gravidade de uma execução brutal, perpetrada em ambiente doméstico, historicamente o local de maior risco para as mulheres brasileiras, e testemunhada pela filha da vítima. O julgamento, realizado justamente no Agosto Lilás, mês dedicado ao combate à violência contra a mulher em Alagoas, carrega um maior significado simbólico”, afirma o promotor Ivaldo Silva.

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O representante do Ministério Público reforçou a importância do veredito para a sociedade alagoana e a postura firme da instituição diante de crimes bárbaros cometidos contra as mulheres.

“A pena de 28 anos de reclusão, uma das mais expressivas applied nesses casos, envia uma mensagem clara à sociedade. A de que o Ministério Público estará presente, em cada plenário, na defesa incansável de cada Ana Cláudia que precisa de justiça”, destaca Ivaldo da Silva.





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