Belo Horizonte – A chapa do governador mineiro Mateus Simões (PSD) à reeleição foi montada em meio a tensões políticas e tem um desenho diferente: em vez de duas candidaturas coligadas ao Senado, serão três candidatos avulsos. E dois deles não se dão bem.
A confusão se tornou pública na reta final das convenções partidárias, com o rompimento do ex-secretário de governo de Minas Gerais e candidato ao Senado Marcelo Aro (PP) com Mateus Simões. Após a aventura de Aro ao governo não prosperar, porém, ele “voltou” ao projeto de Simões, mas foi decidido pela federação União Progressista, PSD e Novo uma aliança, em que cada partido tem um candidato ao Senado.
Aro e Simões romperam após o ex-secretário se recusar a dividir espaço na disputa ao Legislativo com o senador Carlos Viana (PSD), que é candidato à reeleição. A cizânia foi recheada de acusações de “traição” e “rapinagem”.
Marcelo Aro chegou a ensaiar uma candidatura ao Palácio Tiradentes, articulando junto as direções nacionais da sua federação, o Partido Liberal (PL) e o Republicanos, um apoio ao redor do seu nome, caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não concorresse.
O processo acabou não prosperando. O Republicanos, que já dava o senador mineiro como descartado da disputa, passou a reconsiderar a decisão; o PL, com receio de acabar sem palanque para a disputa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), oficializou Flávio Roscoe (PL).
De volta, em piores condições
Já Aro acabou tendo que se contentar em concorrer ao Senado, mas com a federação União Progressista apoiando a eleição do agora inimigo Mateus Simões. Como solução foi decidido que Aro e Simões não vão se apoiar, mas cada partido da aliança resolveu lançar um candidato.
Desde então, Aro tem dado entrevistas em que mostra que a mágoa com Simões segue alta.
E há mais candidatos de direita ao Senado em Minas. A chapa do PL lançou o deputado federal Domingos Sávio (PL), que agora ganhou mais concorrentes.
Além de Sávio e Viana, Aro também terá que disputar votos com Marco Antônio Costa (Novo), o “Superman”, apelido por sua similaridade física com Christopher Reeve, intérprete do super-herói.
Dois outros nomes ainda podem engrossar a disputa, o PSDB ainda não descarta lançar alguém para a vaga e o Republicanos ainda pode ter o deputado federal Euclydes Pettersen como concorrente.


